URANO
Urano (também referido como Úrano) é um planeta do Sistema Solar situado entre Saturno e Netuno. Foi observado por John Flamsteed, em 1690, mas foi registrado como uma estrela, assim como ocorreu a Galileu, que entre 1612 e 1613 observou Netuno em algumas ocasiões, mas o registrou como diferentes estrelas. Numa das ocasiões, Galileu chegou a se surpreender com o fato de ter "anotado incorretamente" a posição daquela "estrela" no dia anterior, e limitou-se a "corrigir" a posição, sem cogitar a possibilidade de tratar-se de um movimento angular real do objeto e perdendo a oportunidade de adicionar mais este mérito à sua extensa lista de contribuições à Ciência.
Como Urano é visível a olho nu, provavelmente foi observado diversas vezes desde a Antiguidade, mas só foi identificado como planeta em 1781, por William Herschell, que o batizou com o nome de Georgium Sidus, em homenagem ao rei Jorge III do Reino Unido. Por muitos anos ficou conhecido como Georgian, finalmente em 1850, ele foi rebatizado de Urano, de acordo com a tradição de dar o nome de deuses da mitologia romana a planetas. É o 7.o na ordem das distâncias do Sol. Tem 27 satélites ao seu redor e um fino anel de poeira. O seu diâmetro equatorial é de cerca de 51.118 km, isto é, 4 vezes superior ao da Terra e situa-se a (o semi-eixo maior de sua órbita mede) cerca de 2.870.000.000 de km do Sol, equivalente a 19,18 vezes a distância da Terra ao Sol.
Uma curiosidade deste planeta, que é digna de nota, diz respeito a sua inclinação axial próxima a 90º, ou seja, Urano praticamente gira "deitado", estando suas regiões equatoriais muito fracamente expostas à luz e à energia solar. O que ainda permanece incógnito e sem resposta clara, é o fato da temperatura destas regiões não serem menores do que as temperaturas registradas nos pólos, estes, em função da inclinação axial, mais expostos a radiação solar. É provável que haja algum tipo de geração de calor e que a dinâmica atmosférica deste planeta promova de alguma forma, o aquecimento das regiões equatoriais, mas até o momento não há consenso entre os cientistas.
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