ESPÉCIES EM EXTINÇÃO

Elefantes, rinocerontes, ursos polares, baleias, pandas, onças pintadas, araras-azuis. O que esses animais tão diferentes têm em comum? Correm o risco de desaparecer para sempre da face da terra. Entre os anos de 1600 e 1900, uma espécie animal ou vegetal era extinta a cada quatro anos. Hoje, calcula-se que esse número seja de uma extinção a cada 20 minutos. Felizmente, espalham-se pelo mundo as organizações que trabalham pela preservação das espécies, lutando para que elas não sejam vistas apenas em desenhos ou zoológicos.

As espécies vulneráveis são aquelas que estão prestes a ser consideradas em perigo se a situação atual não se alterar. Entram nessa classificação espécies com menos de 10 mil adultos, como os lobos-guarás, 2,5 mil adultos como o macaco-uacari e 50 adultos como o condor-da-califórnia.




Uma espécie animal ou vegetal só está extinta quando nenhum ser pertencente a ela tiver sido observado nos últimos 50 anos. É o caso dos pássaros dodô, que até 1598 viviam em paz nas Ilhas Maurício, no sudeste da África, ano em que os portugueses lá chegaram. Como não voavam esses pássaros tornaram-se presas fáceis. Em 1681, a espécie deixou de existir.
É impossível dizer com precisão quantas espécies animais e vegetais correm o risco de extinção no mundo. Só no Brasil sabe-se que são mais de 300, um número vergonhoso para um país com tanta variedade biológica.



Equilíbrio ecológico é quando a natureza oferece moradia e alimento suficientes para todos os animais. Mas algumas ações do homem interferem nesse equilíbrio. Um exemplo é o desmatamento: ele expulsa ou mata várias espécies, que serviriam de alimento para outros bichos. Estes animais, com sua área de caça reduzida, podem ficar quase sem comida. É o caso de felinos como a onça-pintada. Já a jaguatirica e o leopardo-das-neves correm perigo porque são bastante caçados.



Muitos grupos de animais já estiveram bem próximos da extinção. Felizmente, alguns deles puderam receber uma segunda chance e vêm dando sinais animadores de recuperação. É bem verdade que a ameaça ainda ronda essas espécies. Mas, para quem quase desapareceu para sempre, qualquer melhora na situação pode e deve ser comemorada. Cabe a todos nós continuar lutando pela preservação dessas espécies.




É impossível calcular quantas espécies já foram extintas do nosso planeta. Nem mesmo os cientistas sabem apontar as razões pelas quais muitas desapareceram, podendo ter sido tanto pela ação do homem quanto por motivos naturais. O mais triste é que nada pode trazê-las de volta. Nós só podemos conhecê-las com base em desenhos feitos na Antiguidade ou por restos de seus ossos. Isso mostra como é importante respeitar a natureza, pois hoje a maior ameaça à vida animal é o homem.


Perigo até na água. Nem os animais que vivem nos mares estão livres da ameaça.

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