a) Duração no Brasil: 1601 a 1768 (todo o século XVII e mais da metade do século XVIII).
b) Obra inauguradora: Prosopopéia, poema épico de Bento Teixeira.
c) Outros nomes para o movimento:
Seiscentismo: em homenagem aos anos de 1600 no Brasil.
Grupo Baiano: no Brasil, desenvolveu-se na Bahia (Salvador).
Gongorismo: em homenagem a Luiz de Gôngora; foi também a denominação do Barroco na Espanha.
Marininismo: denominação do Barroco na Itália, pela influência de Giovanni Battista Marino.
Efuísmo: denominação do Barroco na Inglaterra.
Preciosismo: denominação do Barroco na França.
d) Movimento fundado na Espanha para combater a simplicidade do Classicismo, adotando uma arte rebuscada, sobrecarregada de figuras de linguagem.
2. PAINEL HISTÓRICO-CULTURAL DO BARROCO
a) O Barroco é conhecido como a arte da Contra-Reforma.
b) A reação da Igreja Católica ao protestantismo luterano e calvinista principiou com a convenção do Concílio de Trento, realizado entre 1544 e 1563, na localidade de Trento, norte da Itália.
c) A cúpula da Igreja Católica, reunida em Trento, resolveu iniciar uma Contra-Reforma, que atuava por meio de um órgão executivo: a Santa Inquisição, sistema eclesiástico, ideológico-administrativo, de censura, que, por intermédio do Tribunal do Santo Ofício, investigava, levava a julgamento e condenava aqueles que não contribuíssem para a preservação, defesa e manutenção da Doutrina Católica, nos termos em que fora instituída no Concílio de Trento.
d) Três vítimas famosas da perseguição da Contra-Reforma: Galileu Galilei, Giordano Bruno e Copérnico.
e) Assim, a época barroca é marcada pela contradição: de um lado, o Humanismo clássico e o Renascimento, com apelos ao racionalismo, ao prazer e ao apego aos bens materiais (é o Antropocentris-mo). De outro, o homem é pressionado pela Igreja Católica a um regresso ao Teocentrismo medieval, à renúncia aos prazeres, à mortificação da carne.
f) O Barroco Literário, então, convive com valores opostos: fé x razão, alma x corpo, bem x mal, perdão x pecado, espírito x matéria, Deus x homem, virtude x prazer.
g) O ensino em Portugal e no Brasil era profundamente verbal e religioso, voltado para os dogmas da Igreja Católica.
h) A capital do Brasil era Salvador, Bahia. Lá viviam a elite intelectual e política brasileira.
i) Na sociedade brasileira dos séculos XVII e XVIII, ainda não havia um público leitor para consumir obras literárias. O movimento barroco não pôde, pois, espalhar-se pelo Brasil inteiro, de norte a sul. Ficou restrito a dois núcleos culturais da época: Pernambuco (onde nasceu, com Prosopopéia, de Bento Teixeira) e Salvador (onde viveu Gregório de Matos).
3. CARACTERÍSTICAS DO BARROCO
a) CULTISMO ou GONGORISMO – É o jogo de palavras; é o rebuscamento da forma, é a obsessão pela linguagem culta, erudita, por meio de inversão da frase (hipérbato), do uso de palavras difíceis.
É o abuso no emprego de figuras de linguagem, especialmente a metáfora, a antítese e o hipérbato.
O principal cultista do barroco mundial foi o espanhol Luiz de Gôngora. No Brasil, Gregório de Matos.
b) CONCEPTISMO – É o aspecto construtivo do Barroco, voltado para o jogo das idéias e dos conceitos.
É a preocupação com as associações inesperadas, seguindo um raciocínio lógico, racionalista.
O principal conceptista do barroco mundial foi o espanhol Francisco de Quevedo. No Brasil, padre Antônio Vieira.
c) TEOCENTRISMO x ANTROPOCENTRISMO – O rebusca-mento da arte barroca é reflexo do dilema em que vivia o homem do seiscentismo (os anos de 1600). Daí as preferências por temas opostos: espírito e matéria, perdão e pecado, bem e mal, céu e inferno. Tudo isso gerava a preocupação com a brevidade da vida (carpe diem)
4. AUTORES DO BARROCO BRASILEIRO
Bento Teixeira: Iniciador do Barroco no Brasil, autor de Prosopopéia.
Gregório de Matos: O Boca do Inferno; poeta maior do Barroco brasileiro.
Padre Antônio Vieira: Maior orador sacro de nossa literatura.
Manuel Botelho de Oliveira: Autor de Música do Parnaso (1705), primeira obra publicada por um autor brasileiro.
Fonte: Colégio Web
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